Realmente se fala muito, mas ainda se faz muito pouco em relação a conseqüências dos nossos atos no meio ambiente.
Muito mais do que essencial à nossa sobrevivência, a natureza é nossa aliada. Nela encontramos tudo de mais importante que precisamos, e é principalmente por esse motivo, que devemos protegê-la.
Por centenas e dezenas de ano o homem agiu sem se preocupar, sem se dar conta de que tudo o que ele fazia tinha reflexo direto no meio natural que o cercava. Esse meio foi drasticamente reduzido, restando focos de mata quase inúteis diante do que já foram, rios secaram, ou se tornaram impróprios, o ar cada vez mais poluído despertou a ação de doenças até então não conhecidas. E outra infinidade de causas que nós fizemos como se estivéssemos trabalhando juntos para garantir nosso extermínio.
Hoje já se sabe muito, se conhece e reconhece os efeitos, mas nada se altera na maioria dos processos. Até pouco tempo o maior poluidor do mundo era os Estados Unidos, que se negava a implantar filtros de ar, e técnicas de redução dos resíduos, alegando que essas interferências prejudicariam a economia e desempenho de produções no país. Mas de que adianta produzir e ganhar marés de dinheiro hoje, se amanhã gastaremos tudo em tratamentos de saúde ou coisas do tipo?
Neste ano a China alcançou, e mais que isso, ultrapassou os Estados Unidos na emissão de gases nocivos. É uma potência fortíssima, se destaca na tecnologia, inovações, mas principalmente pela oferta de mão de obra. O país mais populoso do mundo acaba de se tornar também o mais poluidor. 1.295.000.000 de pessoas expostas a uma imensa carga de venenos acompanhando o ar que respiram.
Os gases poluidores emitidos na China são somados ao dos Estados Unidos, e todo o resto do mundo. Seu caminho é certo, ou seria, se ainda existisse vegetação suficiente para filtrar todo o ar poluído, mas não há. A acelerada expansão das áreas para a agricultura, a necessidade de madeira para a indústria, acabaram com a maioria da mata nativa mundial. Sem essa alternativa, o ar aquecido pelo calor do sol segue suas características físicas e sobe pela atmosfera do planeta. Nessa fase, além de acabar com a camada de ozônio, protetora da terra, ela se condensa, e forma uma espécie de capinha, esta tem função direta de impedir que o calor dos raios solares não absorvidos pelo planeta seja projetado de volta ao espaço. Resultado, o calor permanece na terra, os termômetros sobem inclusive nos pólos, onde se concentram em forma de gelo as principais reservas de água doce do mundo. Mas tecnicamente o gelo não é resistente a ação do calor, logo, esta reserva mundial de água está se desmanchando, em números preocupantes. O problema não está no derretimento das famosas calotas polares, mas sim, por esta água descongelada se juntar à água dos oceanos, e se tornar impotável ao consumo humano devido à alta concentração de sal.
Lembrando disso nos preocupamos com nosso futuro, imaginando uma vida sem o líquido vital para mantê-la, mas logo relaxamos ao lembrar dos rios e lagos, dos aqüíferos e nascentes, espalhadas por imensas áreas, principalmente no nosso país.
Novo choque de informações. Manchetes em jornais e telejornais, “Grandes indústrias jogam resíduos nos rios e são multadas por crime ambiental”. “Peixes morrem devido à presença de lixo tóxico que empresa tal largou no rio”. “Secam as nascentes de rio na região nordeste por falta de matas ciliares”. “No centro-oeste, agricultores plantam soja até as margens dos rios”.
Os rios, lagos e inclusive os aqüíferos estão limitados, não são mais os mesmos. Os que ainda não secaram, sofrem as ações da ignorância humana. O Aqüífero Guarani, era até pouco tempo tido como uma reserva certa de água, que apesar de alvo certo numa futura guerra pela sobrevivência, trazia tranqüilidade à nós, sul-americanos. Mas já deixou de ser tranqüilidade e passou a ser mais um ponto de preocupação.
As perfurações de poços artesianos em grande quantidade abrem buracos na crosta de proteção dos lençóis freáticos, e provocam seu escoamento. Além disso, a burrice do homem também apresenta vergonhoso risco ao mantimento da saúde dessas águas. Pessoas desabilitam poços de água, e fazem deles fossas para despejo de dejetos humanos, ou até mesmo de animais de criação.
Mesmo consciente dos fatos o homem por ano dá de presente à ele mesmo um número equivalente a 13 milhões de hectares desmatados, solo que ficará exposto a ação de chuva e sol, a erosão e desertificação.
Futuro? Se ele existir será um bom começo!
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2 comentários:
Noooossaaaa q massa! Eu não sabia que vc era tão consciente e tão engajada por lutas sociais...ou melhor no caso sócio-ambiental e que também acha ridículo os estadunidenses serem chamados de americanos enquanto a maioria dos habitantes desse continente não recebem a mesma denominação. Eu também fico indignado e revoltado com muitas coisas que tenho visto ultimamente. Eu fiz sociologia nesse semestre...tirei 100 na matéria...hehehhe...gostei muito de discutir as injustiças q acontecem, sobretudo, para manter a ordem social vigente. Mas...gostei muito de saber q além de ser linda vc tbm é consciente da realidade em que vive. Vc tem conteúdo, pensa. E bom saber que ainda existe vida inteligente na Terra. Bom é isso...excelente texto esse seu. T++ e um b-jão!!!
Valeu querido
Nos uniremos em busca de um mundo melhor! Mais alguem se habilita?
;D
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