sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Lamentos dispersos

Há alguns anos aprendi a não me lamentar pelo que não tinha conseguido, ou algo que não eu tivesse, deixei de sonhar com o impossível e passei a aproveitar mais a minha vida do jeito que ela é.
Não deixei de almejar e planejar futuras conquistas, pelo contrário, elas são muitas, a diferença é que agora consigo encaixa-las num intervalo de tempo ideal para serem realizadas, e assim, mesmo que este momento chegue sem que elas tenham acontecido, eu sei que são possíveis e por isso continuarei lutando.
O que importa mesmo, é que são poucas as coisas que eu realmente lamento, algumas foram por vacilos meus, outras foram inevitáveis. Gostaria de ter sido mais grata à pequenos detalhes na minha vida, que hoje não podem mais existir, gostaria muito de ter tido conhecimento deste curso no meu primeiro ano de vestibular, estaria me formando agora, mas mesmo assim, ganhei um monte de outras coisas, um diploma, um monte de conhecimento e experiências e conheci pessoas incríveis com quem poderei contar pra muitas coisas pro resto da vida.
Mas a dor mais profunda que eu sinto no meu eu não realizado, é a de não ter tido a chance de ajudar o meu avô a curar o câncer que o separou de mim. Não que eu não tenha pensado nas inúmeras coisas que eu poderia fazer, mas faltou conhecimento, faltou informação, faltou tempo, valioso tempo, que infelizmente não permitiu nossa vitória, mas acima de tudo, faltou-nos atenção para as largas demonstrações de que alguma coisa estava errada com ele.
Se me permitissem hoje escolher mudar as coisas na minha vida, acredito que mudaria isso, trazendo meu avô de volta, porque ele é uma importante parte de mim, sem a qual jamais estarei completa.
Não desejo riquezas exorbitantes, nem um sucesso estrondoso, temo por tudo que vem acompanhado disso. Enquanto profissional espero apenas ser reconhecida pelo meu trabalho, receber aquilo que me for justo e suficiente para levar uma vida tranquila, sem excessos de preocupação e feliz, muito feliz.
Poderia inventar um milhão de coisas para escrever aqui, mas sou grata por tudo que tenho, e a vida já me ensinou que querer sempre além nos impede de aproveitarmos o que temos.

Texto: meu eu não realizado*

terça-feira, 7 de setembro de 2010

-Auto Retrato-

Que não soe como regra fundamental a minha existencia, mas como regencia estrutural de minha autocompreensão, faço parte de mim tal como o vento preenche os espaços, não sei até onde sou quem penso, embora ache as vezes ser mais que imagino.
Cresci rodeada por valores singulares, cujas repercussões carrego na alma, dedicando à quem mais amo na vida o calor de cada cuia de amargo sorvido, cada estrofe de musica cantada e cada passo de dança que apresento. Não nasci na terra onde queima a brasa gaucha, mas de alguma forma brotou no meu peito o amor por todos seus ecos de tradição.
De olhos fixos no Uruguai planejei todo meu futuro, com perdas, vitórias e a maior alegria que alguem pode desejar, de cabelos voando ao sopro mais gelado do Minuano, senti a mais profunda paz que só esse meu pequeno pago pode proporcionar.
Tive na vida os melhores exemplos, o mais dedicado e sincero amor, a família mais unida e feliz a quem dedico tudo que sou, sendo que sou tudo por eles. Sei que não perdi ningém, jamais perderei, porque carrego comigo um pedacinho de cada um, ao passo em que se tornaram parte de mim.
A saudade é o que me corroe em intervalos vagos, mas ela é sufocada pela força que ganhei ao longo da vida, aprendendo a lidar com os tropeços e ausencias, como quem gineteia a vida com bravor. Como se diz na minha terra, não tá morto quem peleia, e sendo assim, não deixarei de lutar por quem amo, e pelo que acredito, pois sei que estou hoje aqui por nunca ter desistido.


Por: Naiane Cristina Salvi

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Painéis Lifestyle





Eu não sei porque nunca pensei num nome assim pra minha (quem dera, um dia, futura) grife. É italiano, simples e super perfeito. Adoro muito por tudo, mas o nome é um encantamento a parte.
Já que a prof encomendou painéis para a aula de hoje, aí estão eles, mais ou menos quase bons.
Tá, mas eu ainda estou triste, então, tchau!

XoXo
(L)N.